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Ano: 1823

01/03/1823 12:04

Fevereiro e Março de 1823

 

Após o confronto inicial, noites atrás, contra os caçadores da tribo Inheengataah, o bando Cruz Negra decidiu ir atrás do restante de tribo. O Ductus jurou vingança, pois nenhum saco de sangue ataca um membro da Cruz Negra, e sai impune. Guiados pelo Gangrel Cambila, eles seguiram até a tribo.

 

Ao longe, um clarão de uma grande fogueira denunciava o fim da caminhada de algumas noites. O Sacerdote Alejandro, então, desafiou o cabeça de pá Xavier: “ – Você não é bom? Então vá lá, e faça seu serviço. Sem ser visto!”. Xavier aceitou o desafio e começou a se esgueirar lentamente pela mata, até se aproximar da clareira em meio ao mato que a tribo havia feito para construir seus lares. Sem perceber, começou a ser seguido por Alejandro, que usou de sua Ofuscação para não ser visto.

 

Após alguns minutos, Xavier parou, como se contasse quantos índios estavam no local. A maioria era de mulheres, crianças e índios mais velhos. Apenas dois homens adultos. Todos ao redor de uma fogueira, distraídos (ou preocupados, já que seus caçadores não voltavam?). O trabalho seria fácil. Seria, se Alejandro não pegasse uma pedra, e jogasse na cabeça de uma das índias que estavam ao redor da fogueira, fazendo a mulher cair ensanguentada.  Imediatamente os dois homens da tribo pegaram suas lanças. Um dos mais velhos lhes deu uma tocha. E as demais mulheres e crianças foram ver o que havia acontecido, e socorrer a índia ferida.

 

Enquanto isso, Manoel, Ductus da Cruz Negra, desafia Cambila, e grita com o Gangrel: “ – Você não me desafiou na outra noite? É essa tribo pequena que a sua tribo não consegue erradicar? Pois você vai lá e vai acabar com todos eles! Ou eu mesmo arranco a sua cabeça!”.

 

Os dois índios, armados com uma lança e com uma tocha, se viram para a origem dos gritos, e seguem com cuidado. O breu da floresta, um cenário perfeito para criaturas da noite, não era tão amistoso assim para aqueles que ainda podiam ver o sol. Tanto que, poucos metros de onde terminava a clareira e começava a mata mais densa, os dois índios nada puderam fazer além de olhar com horror a imagem de Cambila, que vinha correndo em sua direção, e com um único golpe de suas garras afiadas, rasgou os dois selvagens, fazendo-os tombar ao chão.

 

Nesse meio tempo, Manuel convocou sua escuridão e foi até sua cria, Xavier, buscá-lo, para que não interferisse no desafio que deu ao Gangrel. Enquanto isso, Alejandro, ainda oculto por sua Ofuscação, flanqueou a área da tribo, e entrou em uma das ocas que ficavam mais próximas de si.

 

Imediatamente, uma revoada de morcegos começou a cercar aqueles que tentavam ajudar a índia ferida, que agonizava no chão. Isso fez com que algumas índias maiores levassem as crianças para uma outra oca, para lhes proteger. Ao mesmo tempo, do outro lado da área descampada, uma das ocas irrompe em chamas, com Alejandro, sorrindo demoniacamente, saindo de dentro dela para não encontrar a Morte Final.

 

Esse foi o estopim para o início da carnificina. O fogo chamou a atenção daqueles que cuidavam da índia. Cambila aproveitou a distração e surgiu correndo no meio dos índios, com as mãos mostrando suas garras afiadas como facas. Passando como em um corredor de carne, Cambila primeiro pisou na cabeça da índia já machucada, e rasgou quatro índios e índias, dois com cada mão. Com o sangue ainda pingando de suas garras, Cambila olhou para os três selvagens que restaram. Esperou eles correrem, e pegou três lanças que eles haviam deixado para trás. Com três arremessos certeiros, eles tombaram ao chão, já sem qualquer esperança de manterem suas vidas. Agonizantes, em seus últimos espasmos.

 

Enquanto Cambila terminava seu desafio, Alejandro virou-se para Xavier, e apontando para o chão, apenas falou “- Cave. Faça uma cova grande para o banho de sangue!”.  Sem ferramentas, ele cavou. E Alejandro o apressava. Xavier tentava ir mais rápido. Começou a usar a potência de seu sangue e sua velocidade, para ir mais rápido. Conseguiu. Mas seus desafios da noite estavam apenas começando.

 

Cambila voltou. Triunfante. Sem saber o que lhe aguardava. Alejandro olhou para o Gangrel, e começou a lhe explicar o que viria em seguida. “ – Você vai ser pendurado naquele tronco de árvore, negro... Mas de uma maneira diferente. Nós vamos lhe espetar na cintura, e você vai ter que sair dali. Sozinho. Sem estragar a madeira. Se você conseguir, poderá andar conosco, apesar de não ter uma alma, e ser negro.”. Então, o Abade Ondřej se vira para Alejandro e dá a sugestão de pendurar Cambila de maneira que tenha de se desviar de várias lanças que, se perfurassem seu coração, o paralisariam e o fariam ver o sol pela última vez. Mas o desafio já estava lançado. E assim foi feito. Ondřej se transforma na monstruosidade Zulo que sua Vicissitude lhe permite, arrasta Cambila para o tronco, de cerca de 3 metros, e o espeta, como um simples pedaço de carne morta-viva – e de fato, para ele e para Alejandro, Cambila não era nada mais do que isso – iniciando, então, o desafio.

 

Enquanto Cambila tenta lutar por sua sobrevivência, Alejandro se volta para Xavier uma vez mais e, apontando para uma das ocas em chamas, diz: “ – Vá até lá, devagar, busque algo para mim, e volte.”.

 

Os dois novatos podem pensar que isso é sofrimento demais. Mas está apenas começando.

 

Xavier entra na oca, com brasas e pequenas labaredas tomando conta do chão. Seus pés queimam. Ardem. Mas ele segue. Cambila tenta subir pela tora de madeira atravessada em seu abdômen. Sem poder usar suas garras, ele vai segurando firme. Mas suas tripas, que escapam do buraco em sua barriga, às vezes atrapalham, e ele escorrega alguns centímetros de volta para perto do chão. Faltam menos de duas horas para o sol nascer, e ele ainda está na metade. Enquanto isso, Xavier sai da oca. Volta até Alejandro. Seus pés não existem mais. No lugar, apenas uma massa disforme e queimada de pele recobrindo os ossos. Mas ele conseguiu. O Gangrel terá a mesma sorte? Ele continua subindo, lentamente, mas continua. Quando está quase no topo, se curva para cima, e se puxa para o alto, rasgando mais ainda sua carne morta, mas finalmente escapando daquele tormento. Cambila cai no chão, arrebentado pela dor e pelos ferimentos.

 

Satisfeito, Manoel sai de seu banho de sangue, e olha para os dois como quem diz “Parabéns”, mas ele não diz esse tipo de coisa. Agora mais perto de serem considerados Sabás verdadeiros, Xavier e Cambila recebem a ordem para se protegerem, pois está na hora do bando Cruz Negra se proteger de um inimigo implacável que está chegando: o sol. Alejandro e Ondřej conversam rapidamente, olhando para Cambila, e saem para seu descanso. Hora de os carniçais assumirem seus postos.

 

Na noite seguinte, eles finalmente chegam ao seu destino: os territórios do Tzimisce Nicolai, que, como todo “bom” Tzimisce, demonstra uma educação acima dos padrões mortais e cainitas, recebendo-os muito bem. Mas, quais os reais planos deste anfitrião para estes jovens cainitas? Só Caim, o Pai Negro, sabe...

Ano: 1823

01/02/1823 16:16

Fevereiro de 1823

 

Mais alguns dias se passaram, e o Bando Cruz Negra continua sua caminhada rumo ao desconhecido. Ainda rodeados por animais e vegetação, a Capitania de Goyaz não parece assim tão atrativa. Mas talvez, tenha o vazio perfeito a ser preenchido pelas garras da Espada de Caim. 

 

Moisés de Alcântara, o Ductus do Bando, decidiu continuar a aventura, apesar das noites extremamente sombrias da região. Sem saber o que os aguardava... No meio da madrugada, o bando foi surpreendido por uma flecha que rasgou a orelha direita de Xavier, o recém abraçado, e matou um dos carniçais do bando. Imediatamente, um grito em uma língua estranha fez ecoar o suspense nos vampiros desbravadores. Cinco pares de olhos vermelhos brilhantes em meio às folhas escuras cercavam o bando. Bestas selvagens, e armadas. Cada um do bando assumiu uma posição de defesa e de ataque, com destaque para o Abade Ondřej Klusáček, do Clã Tzimisce. Em questão de segundos, o então vampiro pálido e magro se transformou em uma besta com centenas de espinhos que brotavam de seu enorme corpanzil, garras afiadas como lâminas, pernas e braços prontos para dilacerar tudo, e enormes dentes afiados. Tal transformação causou impacto em ambos os lados do conflito que estava pronto para começar. Do lado dos atacantes, um outro grito, na mesma língua desconhecida fez com que os selvagens saíssem de posição de ataque e adotassem postura até certo ponto, calma. Do lado dos defensores, Xavier, amedrontado pela visão da besta saída de um pesadelo, sucumbiu ao Rötschreck, e fugiu.

 

Saindo da mata, um jovem negro de olhos brilhantes e corpo pintado, empunhando um arco vai em direção a Moisés, e falando agora em um português carregado com sotaque da senzala, se apresenta enquanto assume uma forma mais “normal”.

 

- Eu, Cambila, da tribo Camboi-aié. E vocês?

 

O Ductus Moisés se apresenta, e apresenta os demais.

 

- Eu sou Moisés Camargo Ferraz de Alcântara, Ductus do Bando Cruz Negra, gajo. Por que nos atacastes, e parastes o ataque repentinamente?

 

- Eu ser como vocês. Reconhecer ele – apontando para o Abade – e porque Nicolai é o líder da região. Ele falar que ter que levar todos os vampiros até ele. Ele querer conhecer todos.

 

Após alguns poucos minutos de espera, o Sacerdote Alejandro volta com Xavier, arrastando este que só agora começa a se recompor do medo causado pela visão do Tzimisce em Zulo. Chegando perto de Moisés, Alejandro joga Xavier aos pés do Ductos, que imediatamente o ameaça:

 

- Queres fugir de medo? Queres sentir medo? Pois se eu lhe vir com medo novamente, EU vou lhe dar um motivo para conhecer o medo de verdade!

 

O bando Cruz Negra, então, recolhe suas coisas, pega suas tochas, e começa a seguir Cambila. Na terceira noite, a viagem seguia tranquila, até que uma lança acertou Ondřej. Cambila olhou para a lança, e logo reconheceu seus donos: os guerreiros da tribo inimiga dos Inheengataah.

 

Imediatamente Moisés criou uma bolha de escuridão, sufocando três índios que estavam mais próximos. Cambila e seus carniçais rapidamente sacaram seus arcos e começaram uma verdadeira chuva de flechas. Os Inheengataah não foram páreos. O Abade rapidamente se recuperou, e os atacantes se transformaram em sacos de sangue, suprimentos para as próximas duas noites de viagem que ainda restavam até o “líder” Nicolai. Mas quem seria este ser que, dentre outras criaturas, tinha sob seu comando um Gangrel tempestivo e vários carniçais?

Ano: 1823

13/01/1823 02:05

Janeiro de 1823

 

Após quase um mês de sua partida, seguindo os passos de uma expedição que partiu da Capitania de São Paulo, embrenharam-se nas matas do atual Mato Grosso do Sul (à época, ainda Capitania de Goyaz), até que Moisés decidiu que era chegado o momento para o qual vinha se preparando. Ao longe, a claridade da fogueira dos exploradores que vinham sendo seguidos apenas facilitou. Moisés foi até eles, aproximou-se, e convenceu-os a aceitarem compartilhar a fogueira. Ofereceu um delicioso animal, e todos os homens ficaram satisfeitos com a oferta de comida. Então, após voltar para o lado de seu Bando, Moisés disse para Xavier se preparar, pois esta noite ele poderia ganhar o maior tesouro do mundo. Bastava, apenas, abater metade dos exploradores, e conseguir a cabeça do líder, Manuel.

 

O carniçal, então, começou seu plano. Convidou dois exploradores para fazerem uma ronda. Foram presas fáceis. Um golpe certeiro de facão na cabeça do primeiro, e um soco com a violenta potência do sangue, na têmpora do segundo, nocauteando-o. Uma faca ajudou a garantir que o infeliz não se levantasse novamente. Após, sorrateiramente, mais dois que estavam dormindo deixaram este mundo. Então, Xavier voltou para a mata, tentando dar a volta. Encontrou outros três que foram fazer uma ronda. Seu facão e seus punhos foram letais uma vez mais. Então, viu que outro se aproximava dos pertences do Bando – pertences que, por ordem do Ductus, estavam sob responsabilidade de Xavier – e ele não perdeu a oportunidade. Um violento soco atordoou o infeliz, que em seguida recebeu um potente chute na cabeça, que fez um belo som de um pescoço se quebrando, tamanha a violência. Xavier já havia abatido oito exploradores. Mais do que seu mestre havia mandado. Faltava apenas a cabeça de Manuel. Mas ele queria mais. Dois exploradores ainda se deleitavam com a carne, com sono, e a barriga estufada. Manuel, em sua barraca, dormindo, pois ele ficou com o primeiro turno da guarda, juntamente com metade de seu já desfeito grupo. E mais três em sacos de dormir. Correndo de dentro da mata em direção aos que estavam comendo, Xavier se aproximou e com um golpe certeiro, decapitou um deles. O outro, assustado, jogou-se para trás, num movimento instintivo, e olhou aterrorizado para o companheiro. Tentou pegar o seu facão, mas Xavier decepou-lhe o braço, num movimento rápido. E o matou em seguida.

 

Com o grito do homem que perdera o braço, Manuel acordou, junto com seus últimos três homens. O Ductus Moisés, satisfeito, apenas convocou os braços de sombras, que ergueram e sufocaram os que estavam sem sacos de dormir. Manuel partiu para cima de Xavier, mas foi contido com um disparo da garrucha de Moisés. Caído, Manuel foi presa fácil para Xavier.

 

Após a carnificina, e mostrando muita satisfação para com seu pupilo, Moisés foi até Xavier, e disse que estava contente com o trabalho. Como agradecimento, um golpe certeiro em sua cabeça, mas apenas para desmaia-lo. Xavier se provara digno do Abraço, após este último teste, e teve todo o seu sangue drenado, sendo enterrado de barriga para baixo em uma cova. Neste momento, os demais integrantes do bando, e seus carniçais, “acordaram” e começaram a se preparar para as celebrações.

 

Após cerca de meia hora, irrompendo na loucura do Frenesi da Fome, tomado pela Besta, Xavier deixa sua cova de maneira alucinada, e parte em direção aos três que haviam sido capturados pelos tentáculos de trevas de seu agora Sire, Moisés. Jogando o primeiro no chão, Xavier, agora uma criatura da noite, um senhor das sombras, um Lasombra do Sabá, destroça o corpo do homem, revigorando-se nas tripas e no sangue. Mas não satisfeito, e ainda dominado pela Fome e pela Besta, Xavier quase que literalmente voa para o segundo, saciando sua fome, e recobrando sua consciência. Após rasgar e beber todo o homem, completamente ensanguentado, Xavier se ergue, e encara seu Sire, com a expressão mais nítida de “dever cumprido”.

 

O último homem serviu de banquete para os demais membros da Cruz Negra, junto com aqueles que tombaram ante o facão de Xavier.

 

O Bando Cruz Negra agora se prepara para continuar sua jornada. A noite está acabando, e eles devem começar a se preparar para fugir do calor do sol. Uma chacina testemunhada pela lua e pela floresta. Uma jornada. Rumo ao desconhecido... para matar e conquistar.

Ano: 1822

15/12/1822 00:00

Final de 1822. 

 

O Novo Mundo está tomando forma política. Vários países conseguiram a sua independência. E agora foi a vez do Brasil. O Imperador D. Pedro I fez seu trabalho às margens do Ipiranga, e agora era a hora de a Espada de Caim fazer o seu, conquistando sua independência em outros territórios.

 

Moisés Camargo Ferraz de Alcântara, Ductus do Bando Cruz Negra, reuniu seus asseclas e juntos tiveram a ideia de “colonizar” as áreas mais centrais do recém criado Império do Brazil, antecipando-se ao inevitável fortalecimento do processo de colonização que se daria. Então, juntamente com seu Sacerdote, o Toreador Alejandro Gustamántez, seu Abade, o Tzimisce Ondřej Klusáček, seu Imediato – e carniçal  Xavier Emanuel Camargo Ferraz de Alcântara, e alguns outros carniçais, partiram para o planalto central do novo Império, em caminho semelhante ao de vários outros exploradores.

Blog do Pantanal by Night

22/05/2012 03:56

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